Como diria Martha Medeiros em (A Alegria na Tristeza): - Sentir é um verbo que se conjuga pra dentro, ao contrário de fazer, que se conjuga pra fora.
Andei lendo esse texto há alguns dias e pensando. (Eu adoro pensar), por que quando eu penso, eu sinto. Ou seja, segundo o texto, eu conjugo pra dentro.
Segundo o texto, eu estou fora do mercado pra absolutamente tudo na vida. Por que apenas sinto. E sentir, não é bom. Não é produtivo, lucrativo, compensador. Bom, apenas sentir, não me caracteriza a personificação do Garfield. Ganhei e perdi infinitas coisas por sentir mais e fazer menos. Não virei uma gostosona aos 30 por sentir mais e fazer menos, nem rica, pelo mesmo motivo. Perdi oportunidades, tempo, pessoas. Por sentir demais, ganhei a minha filha, minha maturidade. Por fazer de menos, ganhei quilos, olheiras, minha paz.
Seria uma tabela infinita, com altos e baixos. Serviria apenas de suposto gabarito de vida. E certamente, por mais apropriado, atrativo e compensador que o fazer, seja, sentir é o que sou. Sentir é o que me deixa próximo de tudo que eu perdi por “não fazer”. Meu sentir me dá a liberdade do mau comportamento, da hora, do lugar. O meu fazer, me dá apenas a mim. Que na minha realidade, me basta, mas para os meus sonhos, não me cabe.
Além dos Girassóis
sábado, 11 de fevereiro de 2012
POEMETE
Não quero lembrar das luas que tive
Tão claras e minhas.
Parece que me olhas do céu.
São noites em que te tenho pra mim.
Ainda te vejo em meu olhar.
E o gosto, daquela última lágrima que engoli
Ainda não teve fim.
Não há um só dia em que ela não tente brotar.
Jamais entenderei esse amor
Da flor, pelo seu rei.
E nesses dias de chuva, ausência
Que nem o sol nem a lua aparecem,
A saudade inunda o peito
E flor então padece.
Tão claras e minhas.
Parece que me olhas do céu.
São noites em que te tenho pra mim.
Ainda te vejo em meu olhar.
E o gosto, daquela última lágrima que engoli
Ainda não teve fim.
Não há um só dia em que ela não tente brotar.
Jamais entenderei esse amor
Da flor, pelo seu rei.
E nesses dias de chuva, ausência
Que nem o sol nem a lua aparecem,
A saudade inunda o peito
E flor então padece.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
ETERNIZADO - dedicado
Cultivarei a força em mim de deixar livre tua alma que é doce.
Porque nada te poderei dar senão a expectativa de esperar-te.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
Não posso te prender porque em teu ser tudo estaria terminado.
Deixarei apenas que surja em mim uma fé de um dia ser considerada.
Cultivarei a força em mim... e encostarás tua alma em outra alma.
Teu dia se enlaçará em outro dia,
E vais fazer questão de acordar na madrugada.
Pra tocar a vida de quem queres em tua vida!
Mas não te deixarei livre e triste.
Porque me descobri na tua face e ouvi a tua voz.
Porque a realidade que tenho, não me serve mais.
E trouxestes até mim o silencioso desejo em essência.
De ser verdadeiramente amada!
Cultivarei a força em mim do ficar só.
Mas me deste muito mais que poderias... a minha verdade!
E tudo que levo de ti, são palavras.
Gravadas na minha mente em tua voz presente,
A tua voz ausente, do teu – EU eternizado!
Porque nada te poderei dar senão a expectativa de esperar-te.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
Não posso te prender porque em teu ser tudo estaria terminado.
Deixarei apenas que surja em mim uma fé de um dia ser considerada.
Cultivarei a força em mim... e encostarás tua alma em outra alma.
Teu dia se enlaçará em outro dia,
E vais fazer questão de acordar na madrugada.
Pra tocar a vida de quem queres em tua vida!
Mas não te deixarei livre e triste.
Porque me descobri na tua face e ouvi a tua voz.
Porque a realidade que tenho, não me serve mais.
E trouxestes até mim o silencioso desejo em essência.
De ser verdadeiramente amada!
Cultivarei a força em mim do ficar só.
Mas me deste muito mais que poderias... a minha verdade!
E tudo que levo de ti, são palavras.
Gravadas na minha mente em tua voz presente,
A tua voz ausente, do teu – EU eternizado!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Meu Lado Nunca Lido, Visto ou Ouvido!
Meus amores, meus amados, meus amigos e irmãos! Depois de um longo e tenebroso inverno (como diria minha avó), voltei para vocês, com gosto de vitória. Muitas, das mais diversas possíveis. Vamos aos esclarecimentos gerais: - Parei nesse tempo pra viver coisas que jamais pensei em passar na minha vida. Dos piores, aos melhores acontecimentos. Como alguns ou todos sabem, há dois meses exatos perdi uma pessoa que, pra mim, era o exemplo de perfeição, de carinho. Meu Tio, que me criou como pai. Porém mesmo antes dele falecer, tive minhas primeiras impressões desfeitas. Se isso me pegou de surpresa? Nem preciso comentar. Não canso de dizer que tristeza e decepção me deixam fisicamente doente e foi exatamente o que aconteceu. Mas a vida amanhece sempre, os dias passam e as prioridades continuam decepção à parte. Caminhei, engoli, vivi, não posso dizer que passou, mas ficou como experiência, das piores, mas ficou. E exatos um mês, tive realmente o grande encontro com o famoso e perfeito Deus. Ele testou minha fé, minha capacidade de agir e força. Ele testou meu limite de frieza e por muito, muito pouco eu não desabo. É notório, pelas minhas palavras que muito pouco há de razão nesse texto. O escrevo em caráter de desabafo, pois em poucos momentos me permito esse luxo. Fui criada pra ser forte, pra não chorar, pra não ter medo, mas principalmente se os tenho, não demonstrar. Talvez isso tenha criado uma carcaça de aço polido sobre meu corpo, talvez isso até tenha me ajudado a superar situações que por muitas vezes, ouvi “não sei como você passou por isso”, mas enfim, passei. Decidi, nesse encontro com Deus, que não perderia mais ninguém que amo. Não impus isso a Ele, não o obriguei a deixar Clara viva. Mas falo sem vergonha alguma, que me ajoelhei no chão por diversos momentos e implorei com toda humildade que podia ter, pra que Ele não a levasse também. Falar sobre isso me deixa com um nó na garganta. Tipo, se sentimentos pudessem adquirir um estado físico, esse seria sólido. Clara passou +- 11 dias em coma na UTI, respirando, comendo, e tendo quase todas as funções orgânico/vitais sendo exercidas por meio de aparelhos. Com 15% de chances de sobreviver (palavras dos médicos). Isso pra mim foi demais. Mas, enfim, isso também passou. O medo, a angústia, a tensão. Deus tirou tudo isso e deixou apenas uma Clara se recuperando e a certeza de Sua misericórdia.
No decorrer desses dois acontecimentos realmente importantes, tiveram os de menos importância. Há começo, meio e fim de um relacionamento, mais comédia que romance, e meu aniversário, que como todos já sabem, não comemoro. Não posso reclamar de monotonia na minha vida. Pelo contrário, as vezes queria um tempo a mais pra dormir, pra ler, pra simplesmente não fazer nada, como as pessoas normais. E não posso! Não estou reclamando em absoluto. Estou apenas constatando! Aliás, constatar foi uma coisa que fiz nesse tempo. Nesses últimos dois dias, eu refiz todo meu trajeto, desde que me foi dado tantas responsabilidades. Confesso que fiquei um tanto deprimida. Acabo de fazer 32 anos... Gente, isso é muita coisa. Não tudo que eu possa viver, certamente, mas o suficiente, pra perceber que quando algo está errado na nossa vida. Se não é o algo, é a vida! E foi justo nesse erro que me foquei. Sucessivos, seqüenciais, enfileirados. Os mesmos sempre! Sem nada de diferente um do outro. Os mesmo enganos, as mesmas histórias, as mesmas mentiras e por fim, o fim! Salvo alguns momentos em que consegui abrir meu coração pra um amigo em especial, nunca, nunca mesmo me senti a vontade de falar o que realmente sinto! Nunca me permiti parecer frágil, carente, só. E o fato é que esses sentimentos estão gritantes em mim agora. De uma maneira que eu não consigo mais esconder. Foco em outras situações, procuro me deter em assuntos que deveriam ser mais importantes, ocupo minha mente com outros problemas alheios. Mas o que sinto, continua aqui, vivo e dentro de mim. Não sou adepta do vitimismo, falso moralismo ou omissão! Mas percebi que são justamente os três pontos na minha vida que venho cultivando sempre. Estou preferindo pensar na fatalidade dos acontecimentos ao invés de lutar pra que eles não aconteçam, minto pra mim, finjo que não ligo, me mascaro, falsifico meus sorrisos, pra não demonstrar que na verdade, eu apenas quero que alguém olhe pra mim e veja que não estou bem. E pra completar, estou omitindo não o que sinto, mas o que sou, o que quero em essência. E que quero é não apenas cuidar, como sempre foi, mas ser cuidada. Não quero apenas mostrar segurança, quero sentir. Quero me sentir a vontade pra chorar quando tiver vontade e não esconder essa vontade mudando de assunto, olhando pros lados, ou fingindo uma rinite. Quero me sentir amada de verdade. Por alguém que não seja perfeito, mas queira ser perfeito pra mim. Não quero alguém que me abra a porta do carro, ou puxe a cadeira quando eu for sentar, nem que pague minhas contas, por que isso não são demonstrações de afeto e sim de educação. Quero alguém que abra um mundo de felicidades e possibilidades reais, que puxe minha orelha quando eu estiver errada (e eu estarei em alguns momentos), sem que eu mesmo no meu insuportável autocontrole tenha que fazer. Quero alguém que me traga uma jujuba, sem nada pra dizer, ou comemorar, por simplesmente saber que eu adoro jujuba. Não quero tapetes vermelhos, exaltação, noites românticas (não o tempo inteiro). Quero alguém real, com vida real, sonhos e problemas reais, mas principalmente, que me queira dividindo tudo isso! Não por que eu apenas precise disso agora, mas por e principalmente por merecer.
No decorrer desses dois acontecimentos realmente importantes, tiveram os de menos importância. Há começo, meio e fim de um relacionamento, mais comédia que romance, e meu aniversário, que como todos já sabem, não comemoro. Não posso reclamar de monotonia na minha vida. Pelo contrário, as vezes queria um tempo a mais pra dormir, pra ler, pra simplesmente não fazer nada, como as pessoas normais. E não posso! Não estou reclamando em absoluto. Estou apenas constatando! Aliás, constatar foi uma coisa que fiz nesse tempo. Nesses últimos dois dias, eu refiz todo meu trajeto, desde que me foi dado tantas responsabilidades. Confesso que fiquei um tanto deprimida. Acabo de fazer 32 anos... Gente, isso é muita coisa. Não tudo que eu possa viver, certamente, mas o suficiente, pra perceber que quando algo está errado na nossa vida. Se não é o algo, é a vida! E foi justo nesse erro que me foquei. Sucessivos, seqüenciais, enfileirados. Os mesmos sempre! Sem nada de diferente um do outro. Os mesmo enganos, as mesmas histórias, as mesmas mentiras e por fim, o fim! Salvo alguns momentos em que consegui abrir meu coração pra um amigo em especial, nunca, nunca mesmo me senti a vontade de falar o que realmente sinto! Nunca me permiti parecer frágil, carente, só. E o fato é que esses sentimentos estão gritantes em mim agora. De uma maneira que eu não consigo mais esconder. Foco em outras situações, procuro me deter em assuntos que deveriam ser mais importantes, ocupo minha mente com outros problemas alheios. Mas o que sinto, continua aqui, vivo e dentro de mim. Não sou adepta do vitimismo, falso moralismo ou omissão! Mas percebi que são justamente os três pontos na minha vida que venho cultivando sempre. Estou preferindo pensar na fatalidade dos acontecimentos ao invés de lutar pra que eles não aconteçam, minto pra mim, finjo que não ligo, me mascaro, falsifico meus sorrisos, pra não demonstrar que na verdade, eu apenas quero que alguém olhe pra mim e veja que não estou bem. E pra completar, estou omitindo não o que sinto, mas o que sou, o que quero em essência. E que quero é não apenas cuidar, como sempre foi, mas ser cuidada. Não quero apenas mostrar segurança, quero sentir. Quero me sentir a vontade pra chorar quando tiver vontade e não esconder essa vontade mudando de assunto, olhando pros lados, ou fingindo uma rinite. Quero me sentir amada de verdade. Por alguém que não seja perfeito, mas queira ser perfeito pra mim. Não quero alguém que me abra a porta do carro, ou puxe a cadeira quando eu for sentar, nem que pague minhas contas, por que isso não são demonstrações de afeto e sim de educação. Quero alguém que abra um mundo de felicidades e possibilidades reais, que puxe minha orelha quando eu estiver errada (e eu estarei em alguns momentos), sem que eu mesmo no meu insuportável autocontrole tenha que fazer. Quero alguém que me traga uma jujuba, sem nada pra dizer, ou comemorar, por simplesmente saber que eu adoro jujuba. Não quero tapetes vermelhos, exaltação, noites românticas (não o tempo inteiro). Quero alguém real, com vida real, sonhos e problemas reais, mas principalmente, que me queira dividindo tudo isso! Não por que eu apenas precise disso agora, mas por e principalmente por merecer.
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